Aglaé Fontes

O cortejo continua

O que continua a acontecer por causa dela

Em vez de somar elogios, esta página reúne evidências: pessoas formadas, obras em circulação, projetos que permanecem, métodos retomados e arquivos que ajudam novas pesquisas.

— Do baú do legado —

a meninada de Brefaias, 2026a meninada de Brefaias, 2026a peça, de novo vivaa peça, de novo vivaa estátua no Museu da Gentea estátua no Museu da Gente“Andanças do Folclore Sergipano” · TV Caju, 2001 · 28min

— O quiz da professora —

Cinco perguntas de Danças e Folguedos

Tudo saído do que Aglaé ensinou no livro de iniciação ao folclore sergipano (1998, 2ª ed. 2003). Responda de cabeça e confira. Ficha da obra →

PERGUNTA 1 DE 5Pra professora Aglaé, o que um folguedo tem que uma dança simples não tem?A) Só instrumentos de cordaB) Personagens definidos, trajes, cantos e instrumentosC) Data fixa no calendárioVer a resposta ↓

Resposta: B. É o caso do Reisado, do São Gonçalo e da Chegança, os exemplos que ela dá no livro.

PERGUNTA 2 DE 5Na classificação dela, o Samba de Coco e as Batucadas são…A) Folguedos completosB) Danças que perderam o contexto dramáticoC) Autos medievais intactosVer a resposta ↓

Resposta: B. Vieram de rituais teatrais, mas o drama foi ficando pelo caminho e sobrou a dança.

PERGUNTA 3 DE 5Roda em círculo, canto nasalado e melodia repetitiva denunciam qual influência?A) IndígenaB) PortuguesaC) FrancesaVer a resposta ↓

Resposta: A. São as marcas indígenas que ela ensina a reconhecer nas danças sergipanas.

PERGUNTA 4 DE 5E palmas, sapateados, batuques e requebros?A) Influência africanaB) Influência italianaC) Invenção de palcoVer a resposta ↓

Resposta: A. A herança africana, evidente nas danças que ela documentou.

PERGUNTA 5 DE 5Guerreiro, Parafuso, Taieira e Cacumbi são…A) Nomes de instrumentosB) Manifestações sergipanas que Aglaé estudou e ensinouC) Grupos de rock de AracajuVer a resposta ↓

Resposta: B. Temas dela em seminários e no caderno do Guerreiro de 1976, com partituras e tudo.

— Não é vento —

O que ficou, fio por fio

“Tenho mágoa da palavra evento, porque é ‘vento’, é passageiro.”

Fala registrada de Aglaé (CIT-001; publicação original em localização). Abaixo, os fios de 1955 a 2026: cada faixa vertical é uma década.

Escolinha de Música
1955–c.1975 · ≈20 anos de método
O Gato de Botas
1959–déc.1960 · as fitas se procuram
Biblioteca Infantil
1974–hoje · 50 anos de leitura ● segue
Brefaias
1974–2026 · escrita, corte, edição, volta ● segue
Centro de Criatividade
1985–hoje · gestão dela até 2006 ● segue
Mamulengo de Cheiroso
≈1985–hoje · bonecos em cena e no museu ● segue
IHGSE, presidência
2018–2026 · dois mandatos ● segue

Uns fios são curtos, outros atravessam meio século. O que era só evento passou com o vento; o que era semente segue crescendo. Datas aproximadas trazem ≈ e seguem em verificação na Pesquisa.

— De mão em mão —

A primeira cadeia documentada

Legado não é palavra: é coisa que passa de mão. Esta corrente inteira está documentada; as próximas dependem de quem contar a sua.

1974 · escreve

Aglaé

Assina o manuscrito de Brefaias em 18 de julho.

1976 · encena

Grupo Expressionista

Leva a peça ao palco mesmo sob os cortes da censura.

1985 · imprime

A coletânea publicada

O texto vira livro e circula por escolas e grupos.

2026 · devolve

Estudantes da UFS

Remontam a peça 50 anos depois, com a autora na plateia e artistas de 1976 no reencontro.

“O que recebi de Aglaé? O que ainda transmito?” — as duas perguntas da história oral.

Registre a sua cadeia

Onde a permanência já pode ser observada

2026

Obras voltam a circular

Brefaias foi novamente encenada na UFS em 2026, diante da autora e de participantes da montagem original — a transmissão como imagem concreta do legado.

O capítulo completo →[F06, F07]

desde 1978

Práticas e grupos sobrevivem por pessoas

O Mamulengo de Cheiroso segue como experiência duradoura; o álbum Contos, Cantos e Cantigas (2013) marcou seus 35 anos e preserva a voz de Aglaé em repertório do grupo.

O grupo →[F29, F43, F74]

1974 → hoje

Instituições guardam suas marcas

A Biblioteca Infantil levou seu nome; o Centro de Criatividade completou 40 anos em 2025; academias e o IHGSE mantêm sua presença ativa. A atribuição de impacto específico segue ligada a documentos e testemunhos.

As casas →[F45, F71, F08]

1976 → hoje

A produção impressa segue em uso

Danças e folguedos é a obra mais mobilizada por pesquisas acadêmicas posteriores; cadernos e cartilhas guardam repertórios sergipanos e ferramentas pedagógicas que podem ser novamente lidos e contextualizados.

A obra de referência →[F24–F27]

Quatro dimensões demonstráveis

Pedagógica

Espaços e métodos que aproximaram crianças, estudantes e comunidades da criação.

Artística

Dramaturgia, teatro de bonecos, grupos, livros e repertórios.

Institucional

Bibliotecas, centros, secretarias, fundações, academias e o IHGSE.

Patrimonial

Pesquisa, registro e transmissão de culturas sergipanas.

Ainda falta medir essas dimensões com nomes e trajetórias: quantas pessoas se formaram na Escolinha, no Mamulengo, na UFS e no Centro? Que projetos continuam? Quem preserva os bonecos, manuscritos e gravações? A matriz de lacunas transforma essas perguntas em pesquisa — para impedir que “legado” se torne uma palavra vazia.

Como o acervo será preservado

Síntese do Plano de Preservação do Legado (Documento 18): preservar não é apenas escanear — é manter autenticidade, proveniência e possibilidade de uso responsável.

Master imutável

O master de preservação nunca é editado. Acesso, restauração e publicação usam derivadas registradas, com checksum SHA-256.

Backup 3-2-1-1-0

Três cópias, dois meios, uma externa, uma imutável/offline, zero erros verificados — com teste de restauração trimestral.

IDs persistentes

Cada item recebe identificador do fundo AGF (ex.: AGF_TEA_FOT_000123_VERSO_MASTER.tif); conjuntos mantêm a ordem original.

Sem IA em rostos

Proibido alterar rosto, expressão, corpo, fundo ou texto como restauração silenciosa. Reconstituição artística recebe rótulo persistente.

Direitos por item

Uma matriz por item decide o que pode ser exibido, baixado, editado ou apenas citado — publicação na web não torna nada domínio público.

Sucessão

O acervo deve sobreviver a pessoas, mandatos e plataformas: dois responsáveis nomeados, sucessor, acordo com instituição de guarda e manual de reconstrução.

Usar em sala de aula

Você já aprendeu alguma coisa fazendo — cantando, encenando, desenhando, entrevistando alguém ou pesquisando seu bairro? Esse modo de aprender ajuda a entender a vida de Aglaé Fontes. Sua história mostra que preservar cultura não significa deixá-la parada: significa conhecer, respeitar, praticar e criar de novo.

Pergunta para a turma: que tradição, história, brincadeira ou pessoa do seu bairro merece ser documentada? Que fontes poderiam comprovar essa história?

O que você aprendeu com Aglaé que ainda transmite a outra pessoa?

Histórias de impacto viram evidência quando têm nome, contexto e consentimento.

Conte o que continuaHistórias já reunidas

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Este site foi criado pelo neto Gabriel, inspiração do livro Mai Pó Quê? (1992).

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